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31
março
2017
A dor e a delícia do atendimento de bebês

O atendimento infantil não é pra todo mundo, isso nós sabemos. A vontade e afinidade em trabalhar com crianças não é algo que mede o amor de qualquer indivíduo pela criança em si (isso é algo muito importante que aprendemos na especialização: gostar de crianças é uma coisa e gostar de atender crianças é outra completamente diferente). Existem diversos profissionais que, apesar de amarem crianças, não se sentem à vontade em fazer no seu consultório um atendimento infantil adequado – e não tem problema nenhum nisso! É pra isso que os Odontopediatras existem.

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O Odontopediatra é o dentista que está amplamente qualificado em realizar o atendimento infantil no consultório odontológico, em crianças a partir de 0 anos. Mas atender esses exatos “0 anos” muitas vezes é um verdadeiro desafio até para o profissional mais qualificado. Você já sentiu uma onda de pânico ao atender um bebê no consultório, seja para realizar um procedimento de prevenção ou algo mais invasivo ou complexo? Saiba que você não é o único e não está sozinho nessa.

Muita vezes os bebezinhos, por mais fofos e indefesos que pareçam ser, podem ser uma caixinha de surpresas quando se trata de condicionamento, porque a verdade é que NÃO existe condicionamento de bebês no consultório odontopediátrico. O bebê menor que quatro anos não possui uma cognição adequada para compreender as técnicas de psicologia aplicadas no consultório, como o reforço positivo, falar – mostrar – fazer, entre outras. Então, quando esses anjinhos não colaboram, muitas vezes você fica se sentindo meio perdido…

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A estabilização protetora é um grande aliado no atendimento dos bebês. É muito importante explicar aos pais sobre a sua utilização antes do atendimento – para não gerar surpresas, pois enquanto alguns não tem problema com o procedimento, outros podem estranhar. Aos pais mais resistentes, é válido esclarecer que o cirurgião-dentista trabalha com inúmeros instrumentos pérfuro-cortantes, e o menor movimento brusco que seja feito por um bebê na hora do atendimento pode levar a uma injúria acidental, até um inofensivo espelho bucal pode se tornar um vilão; sendo assim, a estabilização protetora entra para prevenir tais injúrias e promover maior segurança tanto para o bebê como para o profissional. Ela pode ser feita pela auxiliar, por algum colega dentista presente, ou pelos próprios pais e/ou acompanhantes, enquanto o Odontopediatra que está executando o procedimento trabalha.

Vai ter choro? Sim. Ou não. Como eu falei no começo do post, o atendimento de bebês é uma verdadeira caixinha de surpresas, e muitas vezes você pode se deparar com um baby dormindo na sua cadeira odontológica enquanto você atende calmamente. O importante é se preparar para tudo, e preparar os pais também, explicar que o desconhecido promove tensão em qualquer indivíduo, e um bebezinho certamente pode sentir a mesma coisa ao ter instrumentos e dedos introduzidos na sua boquinha.

Com essa situação dominada (pais conscientizados e bebê estabilizado), o atendimento voa. Particularmente, eu amo atender bebês! Não posso dizer que gosto de vê-los chorar, ou sofrer com o desconforto das lesões de cáries. Mas devolver a saúde bucal a essas fofurices com certeza me faz ganhar o dia. E fazer atendimento de prevenção é uma verdadeira delícia! As mamães normalmente são super atentas aos cuidados com o bebê, e a consulta se torna uma aula divertida. Nada como trabalhar a prevenção de forma educativa, pois essa é a melhor forma de mudar e/ou manter uma condição bucal adequada.

Beijos com cheiro de neném!







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