Tia Roberta Odontopediatra » Blog Archive » O desenvolvimento emocional do bebê
23
novembro
2015
O desenvolvimento emocional do bebê

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Oiê! Hoje fiquei com vontade de escrever um pouco sobre bebês. Confesso que sou apaixonada por atendimento de bebês, e se pudesse, ficaria o dia inteiro só com eles no consultório, observando e aprendendo as suas peculiaridades e fofurices. É importantíssimo que o Odontopediatra conheça não só o desenvolvimento bucal, mas também o psicológico de um bebê a fim de proporcionar um atendimento seguro e confortável, tanto para o seu pacientinho como para toda a família.

Nos primeiros 03 anos de vida, existe um vínculo bem forte e estreito entre mãe e filho. Essa proximidade deve ser respeitada e mantida, inclusive no atendimento odontológico. O desenvolvimento na primeira infância é marcado pelas fases pré-natal, oral e anal (as duas últimas foram estudadas e propostas por Freud):

Fase pré-natal:

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Acontece entre a concepção e o nascimento, sendo que o histórico da gestação é de extrema importância na moldagem da personalidade do bebê, já que a partir do quinto mês gestacional o feto possui respostas ligadas ao estado emocional da mãe, portanto, as emoções vividas pela mãe (boas e ruins) afetam diretamente o bem-estar e desenvolvimento emocional do bebê, podendo explicar portanto comportamentos intensos do mesmo durante a sua vida, inclusive no atendimento odontológico.

Fase oral:

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Ocorre entre o nascimento a aproximadamente 1 ano e meio. Nesse período, a boca é um centro de prazer para a criança, por meio dos atos de sugar, morder e mastigar. A criança explora o mundo colocando tudo na boca. É uma fase de desenvolvimento e funcionalidade do sistema estomatognático, devido ao próprio ato de alimentar-se também. No ato da amamentação, a criança estabelece um vínculo emocional muito forte com a mãe, por meio da sucção, devendo este ser incentivado pelos cirurgiões-dentistas, afinal ele possui um papel fundamental no crescimento e desenvolvimento do complexo craniofacial e sistema estomatognático. Após os 06 meses até aproximadamente 18 meses, o bebê desenvolve o ato mastigatório, o que coincide com a erupção dentária. A necessidade fisiológica de erupção começa a desaparecer a partir dos 09 a 12 meses, no entanto, a necessidade psicológica de sucção pode permanecer, principalmente em casos de sucção psicológica não satisfeita, onde a criança procura artifícios para o seu hábito, como a chupeta e os dedos. Situações como essa devem ser avaliadas individualmente, considerando o desenvolvimento emocional do bebê.

Fase anal:

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Esta fase ocorre a partir de 1 ano e meio até 03 anos de idade, onde inicia-se o controle dos esfíncteres. A fonte de prazer da criança passa a ser, fundamentalmente, a liberação de tensões por meio das funções eliminatórias relacionadas com o ânus. Nessa idade, a técnica de condicionamento do falar-mostrar-fazer já pode ser utilizada, pois a criança passa a ter uma certa autonomia e já possui a compreensão de explicações simples.

Com o final da fase anal, marca-se uma nova etapa na vida da criança, finalizando a sua primeira infância, ou seja, deixando de ser bebê. Espero que tenham gostado do post! Acho muito válido o conhecimento psicológico infantil na Odontopediatria, sempre agrega mais conhecimento para atendermos os nossos nenéns! :)

livro manual

Referência bibliográfica: Manual de Odontologia para Bebês – Luiz Reynaldo de Figueiredo Walter, ed. Artes Médicas.

 







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