Tia Roberta Odontopediatra » A BOQUINHA DO BEBÊ
25
maio
2017
No momento não estamos atendendo!

A Tia Roberta está passando por mudanças! Mudanças muito, muito boas! :) 

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Depois de uma longa espera, fui nomeada no concurso público o qual fui aprovada, e para poder reorganizar os meus horários, jornada de trabalho e também rotina pessoal, resolvi parar os atendimentos do consultório POR ENQUANTO até deixar “a casa em ordem”! Conciliar o meu emprego público com o privado é um projeto meu (e tenho planejado boas mudanças para o blog também, aguardem!).

Quando os atendimentos retomarem, avisarei a todos. Agradeço a compreensão dos meus pacientes tão queridos.

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31
março
2017
A dor e a delícia do atendimento de bebês

O atendimento infantil não é pra todo mundo, isso nós sabemos. A vontade e afinidade em trabalhar com crianças não é algo que mede o amor de qualquer indivíduo pela criança em si (isso é algo muito importante que aprendemos na especialização: gostar de crianças é uma coisa e gostar de atender crianças é outra completamente diferente). Existem diversos profissionais que, apesar de amarem crianças, não se sentem à vontade em fazer no seu consultório um atendimento infantil adequado – e não tem problema nenhum nisso! É pra isso que os Odontopediatras existem.

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O Odontopediatra é o dentista que está amplamente qualificado em realizar o atendimento infantil no consultório odontológico, em crianças a partir de 0 anos. Mas atender esses exatos “0 anos” muitas vezes é um verdadeiro desafio até para o profissional mais qualificado. Você já sentiu uma onda de pânico ao atender um bebê no consultório, seja para realizar um procedimento de prevenção ou algo mais invasivo ou complexo? Saiba que você não é o único e não está sozinho nessa.

Muita vezes os bebezinhos, por mais fofos e indefesos que pareçam ser, podem ser uma caixinha de surpresas quando se trata de condicionamento, porque a verdade é que NÃO existe condicionamento de bebês no consultório odontopediátrico. O bebê menor que quatro anos não possui uma cognição adequada para compreender as técnicas de psicologia aplicadas no consultório, como o reforço positivo, falar – mostrar – fazer, entre outras. Então, quando esses anjinhos não colaboram, muitas vezes você fica se sentindo meio perdido…

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A estabilização protetora é um grande aliado no atendimento dos bebês. É muito importante explicar aos pais sobre a sua utilização antes do atendimento – para não gerar surpresas, pois enquanto alguns não tem problema com o procedimento, outros podem estranhar. Aos pais mais resistentes, é válido esclarecer que o cirurgião-dentista trabalha com inúmeros instrumentos pérfuro-cortantes, e o menor movimento brusco que seja feito por um bebê na hora do atendimento pode levar a uma injúria acidental, até um inofensivo espelho bucal pode se tornar um vilão; sendo assim, a estabilização protetora entra para prevenir tais injúrias e promover maior segurança tanto para o bebê como para o profissional. Ela pode ser feita pela auxiliar, por algum colega dentista presente, ou pelos próprios pais e/ou acompanhantes, enquanto o Odontopediatra que está executando o procedimento trabalha.

Vai ter choro? Sim. Ou não. Como eu falei no começo do post, o atendimento de bebês é uma verdadeira caixinha de surpresas, e muitas vezes você pode se deparar com um baby dormindo na sua cadeira odontológica enquanto você atende calmamente. O importante é se preparar para tudo, e preparar os pais também, explicar que o desconhecido promove tensão em qualquer indivíduo, e um bebezinho certamente pode sentir a mesma coisa ao ter instrumentos e dedos introduzidos na sua boquinha.

Com essa situação dominada (pais conscientizados e bebê estabilizado), o atendimento voa. Particularmente, eu amo atender bebês! Não posso dizer que gosto de vê-los chorar, ou sofrer com o desconforto das lesões de cáries. Mas devolver a saúde bucal a essas fofurices com certeza me faz ganhar o dia. E fazer atendimento de prevenção é uma verdadeira delícia! As mamães normalmente são super atentas aos cuidados com o bebê, e a consulta se torna uma aula divertida. Nada como trabalhar a prevenção de forma educativa, pois essa é a melhor forma de mudar e/ou manter uma condição bucal adequada.

Beijos com cheiro de neném!


30
junho
2016
Monilíase (ou Sapinho, ou Candidíase…)

Wow!

Quanto tempo sem passar por aqui! Pra quem tinha uma meta de posts semanais, eu estou de “parabéns”…quase 2 meses sem postar! :/ A partir de agora, não farei mais promessas que não conseguirei cumprir. E não vou nem jogar a culpa na rotina corrida, falta de tempo, blá blá blá…tempo eu tenho, só passei por um período de preguiça mesmo.

Mas vamos ao que interessa!

Hoje vou falar sobre a monilíase, uma patologia bastante comum em recém-nascidos e na infância, de uma maneira geral. Conhecida popularmente como “sapinho”, a monilíase é um fungo que, quando afeta bebês, atrapalha consideravelmente o processo de alimentação, o que pode prejudicar uma das fases de desenvolvimento mais importantes da vida da criança. O microrganismo causador dessa doença é a Candida albicans, portanto o seu nome também pode ser identificado como candidíase, como também é comumente conhecido.

Candidose.

A lesão da monilíase caracteriza-se como placas esbranquiçadas, cuja remoção é bem fácil, porém provocando sangramento e aspecto de ferida na região onde é removida. Ela é de fácil contaminação, sendo portanto transmissível pelo contato direto, via saliva, uso de utensílios domésticos, pelo beijo, e até pela vagina da mãe para a orofaringe do recém-nascido no momento do parto. Além da região bucal, a lesão pode afetar a pele e o trato gastrointestinal, vaginal e urinário, podendo até ser fatal em casos mais raros e extremos.

Quando a mãe estiver amamentando um bebê com lesão de candidíase, o consumo de açúcar deve ser reduzido significativamente, ou até eliminado por completo, pois o fungo tende a se proliferar na presença do alimento. Aconselha-se também a redução ou eliminação do consumo de gorduras. Os hábitos de higiene devem ser extremamente minuciosos, tomando as precauções de lavar adequadamente as mamadeiras e chupetas, e no caso do lactente, manter os seios maternos sempre limpos.

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A medicação deve ser aplicada tanto na cavidade bucal do bebê como no seio da mãe, sendo administrado um antifúngico do tipo miconazol ou nistatina (consulte sempre o seu médico/dentista antes de utilizar qualquer medicação no seu bebê!), lembrando que a persistência dessa lesão pode ser um dos primeiros sinais bucais de contaminação pelo vírus do HIV (relembre do meu post sobre Aids pediátrica aqui).

Tia Roberta