Tia Roberta Odontopediatra » O MUNDO DA CRIANÇA
25
maio
2017
No momento não estamos atendendo!

A Tia Roberta está passando por mudanças! Mudanças muito, muito boas! :) 

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Depois de uma longa espera, fui nomeada no concurso público o qual fui aprovada, e para poder reorganizar os meus horários, jornada de trabalho e também rotina pessoal, resolvi parar os atendimentos do consultório POR ENQUANTO até deixar “a casa em ordem”! Conciliar o meu emprego público com o privado é um projeto meu (e tenho planejado boas mudanças para o blog também, aguardem!).

Quando os atendimentos retomarem, avisarei a todos. Agradeço a compreensão dos meus pacientes tão queridos.

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24
abril
2016
Sobre fazer o que ama e encontrar a liberdade…

Hoje o assunto não vai ser científico, e sim, pessoal. Como fundadora do site Tia Roberta Odontopediatra, me sinto na liberdade de usar o espaço como um desabafo ocasionalmente. Rs

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Pensei que a luta pela liberdade fosse algo só meu. Mas, a cada leitura que faço, a cada conversa que tenho, percebo que a tal liberdade, tão sonhada por tantos, é mais difícil de ser conquistada do que se pensa…mas afinal, o que falta para sermos plenamente felizes?

Fazer o que se ama é um privilégio. Poucos tem a oportunidade de não ser invadidos e contaminados pelo mundo exterior, e optar pela realização dos sonhos ao invés do que é mais conveniente, do que é mais fácil. A maioria toma o caminho mais rápido. Não condeno, fui essa pessoa por muitos anos da minha vida. E, aos 29 anos, tive uma oportunidade de ouro. Fiquei cinco meses sem trabalhar, vivendo um momento de reflexão pós-casamento-mudança de cidade. Assim, sem mais nem menos, abandonei a minha carreira que já era estável (eu era professora universitária, tinha um consultório particular, um emprego público, e ainda fui empresária de uma franquia de roupas para complementar a renda…não preciso dizer que financeiramente estava bem, né?) para seguir uma vida nova junto do meu amor, para realizar o sonho dele, que era assumir o tão sonhado emprego que ele conseguiu (ele passou em um concurso público), e como efeito colateral, realizar o meu sonho também: ser esposa dele. Fui criticada por alguns, respeitada por vários. A minha família me apoiou incondicionalmente e me incentivou a ir viver com o meu namorado (que virou marido depois disso). Nesse momento de alforria, de poder, pela primeira vez, fazer o que eu queria, ao invés do que eu deveria, me peguei em um momento de descoberta, de auto-conhecimento, e sinto que me tornei uma pessoa mais forte e madura hoje em dia por isso. Vivi um momento “Comer Rezar Amar”, só que sem precisar viajar. Aconteceu no meu singelo lar. Me libertei das dietas (e acabei engordando um pouco por isso) e outros sacrifícios diários que fazia em nome da beleza exterior, fiquei em maior contato comigo mesma espiritualmente, praticando yoga, frequentando a igreja e lendo livros de espiritismo (não sou espírita, sou católica, mas adoro romances espíritas), e vivi fortemente a lua-de-mel com o meu marido…cozinhava pra ele, arrumava a casa pra ele, cuidava dele. Vivi pra mim e pra ele durante esse momento. Foi maravilhoso. Mas aí veio o vazio, o que é natural de quem sempre teve uma vida agitada como a minha. E eu me perguntei: o que eu quero fazer da minha vida?

Eu sabia que seria dentista incondicionalmente e acima de qualquer situação que vivesse. Sentia falta de atender pacientes, esculpir restaurações, enfim…atuar na minha profissão. Só que não queria voltar a atuar onde eu atuava. Eu trabalhava na área de Cirurgia desde sempre, era professora dessa disciplina e outras afins (como Anatomia e Anestesiologia), fiz Mestrado em Odontologia na São Leopoldo Mandic com área de concentração em Prótese sobre Implantes, e basicamente havia dedicado toda a minha carreira a essa área. Acabei me decepcionando. A minha insegurança também não contribuía para que eu continuasse. Normalmente cirurgiões trabalham em equipe, e eu não conhecia ninguém na cidade que eu morava (na época era Passos – MG). Não. Eu queria uma coisa nova, uma coisa que fizesse o meu coração bater forte novamente. Pensei muito sobre o que eu poderia fazer. Era estética? Eu sempre achei estética muito bonito, mas confesso que ainda não era isso…mas o que seria? O que poderia fazer eu me empolgar novamente com a Odontologia?…

Eu já sabia o que era. No fundo sabia, porque pesquisava sobre isso desde antes de me mudar. Inclusive já havia pesquisado, em 2013, e sabia que tinha campo para a Odontopediatria na maior clínica odontológica da cidade em que morei (e que, um ano depois, seria a que eu ia trabalhar e iniciar a minha carreira como Odontopediatra)…fiz então uma viagem para o Rio de Janeiro com os meus pais. Foi um divisor de águas. Conversei com a minha mãe lá, nessa viagem, sobre o meu desejo de ser igual a ela, que é Pediatra. Queria trabalhar com crianças e dedicar a minha carreira à elas. Sempre fui uma mulher maternal. Sempre soube que, independente do que acontecesse, eu seria mãe (ainda não sou, mas a maternidade vai acontecer pra mim no seu tempo certo).

A minha mãe me apoiou de imediato. Ela sempre me entendeu como ninguém. E me incentivou fortemente a correr atrás desse sonho. Aí então, lá no Rio de Janeiro mesmo, comecei a pesquisar pós-graduações de Odontopediatria. Foi um pouco difícil, pois sabemos o quanto a Odontopediatria ainda é escassa em alguns lugares. Eu queria um lugar que fosse próximo da cidade que eu morava, pra ser mais fácil e financeiramente mais viável. Voltei dessa viagem contando pro meu marido dos meus planos. No começo ele ficou receoso, pois ainda estávamos (e estamos) vivendo momentos de instabilidade financeira, e ele ficou com medo da especialização pesar no nosso orçamento. Essa preocupação é natural. Quando eu expliquei a ele, e ele compreendeu o quanto eu precisava disso, dessa realização profissional, ele não hesitou em querer que eu fosse feliz, que eu fosse realizada. E a ele eu sou grata também eternamente pelo apoio. Então, após diversas pesquisas, conversar com algumas pessoas, etc…tomamos a conclusão que a São Leopoldo Mandic seria a faculdade mais próxima, mais viável, e sinceramente, melhor. É uma instituição maravilhosa e sou muito grata por ter estudado lá. Em junho, mais precisamente no dia 12/06/14 (dia do primeiro jogo do Brasil na Copa do Mundo), eu estava matriculada na especialização em Odontopediatria. Foi uma longa jornada pra eu conseguir essa vaga, a turma estava lotada, e eu ia ter que esperar a turma do ano seguinte…mas então teve uma desistência e lá estava eu. Tive essa notícia de primeira mão de ninguém menos que o Professor Imparato (mestre querido). Eu estava nas nuvens.

E desde então a minha vida foi evoluindo e fui me dedicando com mais afinco cada vez mais à Odontopediatria. Foi tudo muito apaixonante. A faculdade não poderia ser mais bonita. Apanhei um pouco no início para entender os conceitos da Odontopediatria atual (eu sou da época que achava que qualquer paciente deveria fazer Aplicação Tópica de Flúor), mas eventualmente as coisas foram entrando na minha cabeça. E, após muitas pesquisas, finalmente compreendi o cenário atual do nosso país e o meu papel como Odontopediatra para tornar a realidade das nossas crianças melhor.

Finalizei a minha pós-graduação em outubro, com alguns altos e baixos, mas finalizei muito feliz e realizada. Na época, já estava em Uberlândia e atendendo no meu atual consultório (quem já viu a cadeira cor-de-rosa sabe onde é rsrsrs). Eu amo o que eu faço. Não significa que eu sinto que já concluí tudo o que eu queria – muito pelo contrário, a realização na Odontopediatria me dá margem a ser extremamente curiosa e querer sempre inovar na minha área e estudar cada vez mais. Sinto que trabalhar com crianças me dá asas a uma criatividade que eu não tinha antes na Odontologia. Atualmente, paralelamente ao meu trabalho do consultório, mantenho este site, que eu amo e me dedico muito, além das minhas redes sociais. Também estou escrevendo um livro infantil em parceria com a Letícia Destêrro – minha assessora de mídias sociais, idealizadora da minha marca, e por acaso (realmente, isso é só um detalhe), é a minha prima. É a primeira vez que falo sobre esse projeto aqui. Em breve trago rascunhos dessa obra de amor que estamos criando. Penso também em criar uma linha de t-shirts para crianças com tema odontológico…mas isso é algo para outro post e outro momento. Não estou trabalhando com isso ainda.

Eu sempre fui uma pessoa criativa, um pouco “artística”, vamos dizer assim. Não me contento em trabalhar só na área científica, mas também não consigo ficar sem ela. Quanto tive um loja de roupas, resolvi, por decisão própria, me dedicar a uma marca feminina de meninas e adolescentes. No posto de saúde que eu trabalhava, no Maranhão, adorava os dias que eu atendia a criançada da comunidade da Vila Itamar. Trabalhar com crianças sempre foi a minha vocação. Que pena (ou que bom) que eu descobri isso um pouco depois. Prefiro pensar que descobri na hora certa. Na hora que eu estava preparada e madura para descobrir. Hoje, valorizo muito esse meu amor. O amor é além da Odontopediatria em si, é pelos pequenos mesmo. Assino a revista “Crescer” e leio de capa a capa todos os meses quando ela chega. Leio livros de maternidade e desenvolvimento infantil. Não me prendo a parte odontológica. Me prendo ao que se refere á criança, seja o desenvolvimento físico ou psicológico. Atualmente tenho lido muito sobre vegetarianismo infantil, educação holística…voltei a praticar a Yoga, aquele excesso de peso que comentei lá no começo do post já foi embora e há três meses tenho vivido com uma alimentação saudável e balanceada que tem mudado muito o meu modo de ver o mundo e as pessoas….vamos ver o que vem a seguir. A minha mente trabalha a mil por hora e está em constante mudança.

Eu sou assim.

Roberta Nascimento


11
março
2016
Método BLW

Hoje vou discorrer sobre uma sigla que me deparei no meio das minhas pesquisas diárias…BLW. Já havia lido rapidamente sobre o assunto, porém só agora tive a curiosidade de ler mais a fundo. O método BLW (Baby Led Weaning, que se traduz como Desmame Conduzido Pelo Próprio Bebê), consiste em permitir que o bebê coma com as próprias mãos, sozinho, os alimentos inteiros ou pedaços grandes. É uma metodologia alternativa no ato de introdução aos sólidos.

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Não existindo colher, papinha ou alimentos amassados, o bebê senta na mesa com a família e participa do ato de alimentar-se conjuntamente. Os alimentos precisam ter um tamanho e formato que facilite que ele pegue com as mãos, podendo assim, escolher o que come, dentre os diversos que são colocados ao seu alcance. Tudo no seu tempo e quantidade escolhidos. A filosofia baseia-se no fato de que alimentar-se bem não significa quantidades grandes, mas sim, a qualidade do alimento e do ato de se alimentar – ou seja, as famosas “brigas” pra comer que às vezes as mamães se deparam com os filhos no dia-a-dia não existem no método BLW. O bebê basicamente participa ativamente do processo de escolha da sua refeição, conferindo a ele também outro ponto importante da sua educação, que é a autonomia e responsabilidade de tomar as suas próprias decisões, ou seja, comer o que quer e do jeito que quer. A coordenação motora do bebê também é bastante trabalhada, visto que ele precisa usar as mãos para se alimentar.

O BLW foi desenvolvido pela inglesa Gill Rapley e ganhou força rapidamente devido a sua metodologia de introdução dos alimentos sólidos, que deve iniciar a partir dos 6 meses (idade preconizada pelos Pediatras); ele vem crescendo nas famílias, principalmente no exterior (no Brasil ainda é uma novidade, e muitas vezes causa estranheza entre profissionais e responsáveis), tornando-se a forma prioritária de introdução dos alimentos frente às dificuldades que os pais encontram ao iniciar a alimentação sólida dos filhos, que muitas vezes apresentam resistência em comer tudo que é oferecido a ele. Mas atente-se a alguns detalhes antes de achar que encontrou a solução para os seus problemas: quem se torna adepto do método BLW precisa saber que paciência é a palavra-chave para o seu sucesso, pois como comentamos anteriormente, o ato de alimentação no método BLW depende praticamente todo da iniciativa do bebê. O ato de descobrir os alimentos, tocá-los, sentir o seus diferentes cheiros, gostos e consistência ajuda a aguçar os sentidos do seu filho, mas é um processo que pode ser demorado e, para ter sucesso, não pode ser apressado (já que precisa ser feito no tempo do bebê), portanto, nada de ter pressa. E é preciso saber também que o processo de comer com as próprias mãos vai gerar uma certa “baguncinha” na cozinha ou sala de jantar, porque o bebê, além de ficar lambuzado, vai eventualmente derrubar alguma comida no chão, o que é natural.

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Sem sombra de dúvidas, uma das grandes vantagens do método é a melhoria na alimentação dos próprios pais, que não precisam ficar dando a comida na boca dos filhos. Ambos podem comer ao mesmo tempo e curtir uma refeição prazerosa e quentinha – as mamães agradecem rsrs…estudos mostram que a qualidade do alimento que os pais ingerem também tende a melhorar, já que os filhos se espelham nos pais para comer, e todos comem junto à mesa; a família de uma maneira geral acaba por ingerir mais leguminosos, frutas e alimentos com menor quantidade de sal. Para quem já tem crianças em casa, o método consegue ser introduzido com mais facilidade, pois sabemos que crianças mais novas sempre tentam imitar as mais velhas, portanto, o bebê vai querer comer igual o seu irmãozinho.

Atente-se também a esse ponto muito importante! Não é porque o método BLW preza pela autonomia do bebê, que o ato de alimentação do mesmo deve ser feito sem a supervisão de um adulto. Esteja sempre ao lado do seu bebê quando ele estiver comendo e fique ligado na possibilidade de engasgamento, que pode vir a acontecer, pois o bebê ainda está aprendendo a se alimentar com os sólidos. Os alimentos, mesmo que sólidos, devem ser moles, sem ossos ou cartilagens (carnes devem ser liberados primeiro pelo Pediatra), e nada de temperos muito fortes, como pimentas e especiarias semelhantes. No mais, vale a pena arriscar e perceber o que o seu filho se identifica mais, quais são as preferências alimentares dele.

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E aí, vai tentar?

Tia Roberta