Tia Roberta Odontopediatra » candidose
19
junho
2017
Outras coisinhas mais: Big Little Lies

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Quem tem HBO, corre pra assistir essa série! Assisti recentemente e simplesmente viciei. A série de quatro capítulos (para a nossa tristeza, é muito curta e quem faz maratonas como eu vai assistir em um dia e ficar com gostinho de quero mais rsrsrs) é baseada na obra homônima da escritora Liane Moriarty; eu ganhei o livro da minha sogra, e devorei ele no feriado da Semana Santa. Quando terminei, fiquei doida pra assistir a série, só que aqui em casa não tinha HBO na época. Claro, que no domingo de Páscoa, lá estava eu ligando pra NET pedindo pra aumentar o meu pacote de canais…kkkkk

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Pra começar, a série conta com três super estrelas hollywoodianas: Nicole Kidman, Reese Whiterspoon e Shailene Woodley. Cada uma delas interpreta lindamente o papel de mães cujos filhos frequentam a mesma escola em uma cidade paradisíaca da Califórnia chamada Monterrey (no livro, a história acontece em um cenário semelhante, só que é na Austrália). As edições das cenas, trilha sonora e fotografia são de tirar o fôlego! Claro, o controle de qualidade das séries da HBO é de outro nível. A trama gira em torno de um assassinato (calma, não dei spoiler porque isso se mostra logo na primeira cena da série) que acontece em uma festa da escola promovida para os pais, onde os homens vão vestidos de Elvis Presley e as mulheres de Audrey Hepburn. A partir daí, começa o desenrolar de toda a história.

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Cada uma dessas personagens possui uma realidade diferente, como mãe e como mulher. Uma delas, por exemplo, é super rica, super bonita, mãe de gêmeos idênticos, possui um lindo marido, e uma casa espetacular. Mas não é nem um pouco feliz. A outra é mãe solteira, rala pra sustentar o filho, e vive com a sombra de um grande trauma na sua vida. E a outra tem um casamento aparentemente estável, uma filha de um relacionamento anterior, e uma veia para brigar com as outras mães da escola – em especial com a personagem Renata Klein, interpretada pela querida Laura Dern. Gente, essa série é cheia de atores topíssimos!

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Eu e meu marido resolvemos assistir em um final de semana, e claro, maratonamos loucamente com pipoca. Na segunda-feira de manhã, lá estava eu indo trabalhar com a trilha sonora da série já devidamente baixada no meu Apple Music rsrsrs. Como sou do tipo que quando gosta de um livro/filme/série, lê/assiste várias e várias vezes até enjoar, sei que vou acabar assistindo de novo a série qualquer hora dessas (seriously, consigo até citar falar das cenas de Grey’s Anatomy e Friends, acrescentando as músicas que estavam tocando na hora e tudo mais).

Boas novas! Quem não tem HBO, mas tem NET, eles disponibilizaram a série no NOW até agosto. Então coooorrreeeeee! :)

 


1
fevereiro
2016
A AIDS pediátrica e as suas manifestações bucais

Oi pessoal!

Início de semana significa…vamos com tudo! Hoje abordarei um tema que não vemos muito nos livros, mas me chamou a atenção na última leitura que fiz. Vamos hoje falar sobre AIDS PEDIÁTRICA.

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A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é uma condição sistêmica de deficiência imunológica provocada pelo vírus do HIV (Vírus da Imunodeficiênca Humana), podendo gerar diversas manifestações no indivíduo, inclusive algumas significativas na cavidade bucal. O vírus faz parte do grupo Retroviridae e Lentiviridae, necessitando da presença de uma enzima chamada trancriptase reversa para multiplicar-se. Essa enzima é responsável pela transcrição do RNA viral, integrando-se ao genoma do hospedeiro e podendo ser encontrado em diversas secreções, como soro, sangue, sêmen, lágrima, urina, secreções do ouvido e vaginal, leite materno, etc.

Ao entrar em contato com o corpo humano, o HIV afeta os glóbulos brancos, o que reduz a resposta imune e favorece infecções por meio de bactérias, fungos e vírus. Existe uma leve diferença dos sintomas dos adultos e crianças, já que as mesmas possuem um sistema imunológico imaturo, o que provoca uma maior possibilidade de contração de infecções; sendo assim, as manifestações bucais podem ser evidenciadores da doença, pois as mesmas são facilmente diagnosticadas.

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O termo “AIDS pediátrica” é usado quando a infecção pelo HIV ocorre em indivíduos de 0 a 13 anos; cerca de 90% das crianças adquirem o vírus pelas suas mães (transmissão vertical), podendo ocorrer durante a gestação, parto ou amamentação pelo leite materno. Outros casos de crianças contaminadas pelo HIV são as hemofílicas, receptoras de transfusão sanguínea, crianças que sofreram abuso sexual ou usaram drogas injetáveis.

Nos EUA, mais precisamente no Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), foram incluídas algumas manifestações estomatológicas nos critérios para classificação da AIDS pediátrica combinando com outros marcadores da progressão da doença, auxiliando no seu diagnóstico. Os primeiros relatos sobre AIDS em crianças já mencionavam a presença de lesões como candidose sugerirem quadros de imunodeficiência. É muito importante que seja avaliada a condição sistêmica da criança; as principais manifestações que sugerem o diagnóstico de AIDS são: hipertemia intermitente, inapetência, emagrecimento, linfoadenopatia generalizada, medo, ansiedade, euforia, nervosismo, depressão, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, cegueira, diarreia recorrente ou crônica, hepatoesplenomegalia, otite média, encefalopatia, miocardiopatia, síndrome nefrótica, púrpura trombocitopênica, cefaleia, etc.

Existem lesões bucais que são comumente associadas à infecção pediátrica pelo HIV, como já foi dito anteriormente. Elas classificam-se de acordo com o seu agente etiológico: as lesões fúngicas (candidose orofaríngea), lesões virais (herpes recorrente e leucoplasia pilosa); doenças periodontais (eritema linear gengival), doença das glândulas salivares (hipertrofia da glândula parótida), e outras lesões multifatoriais (úlceras aftosas recorrentes, cárie, petéquias, sarcoma de Kaposi, linfoma não Hodgkin, hipoplasia de esmalte, condiloma acuminado e impactação dental).

Candidose.

Candidose.

A xerostomia tem sido frequentemente associada e relatada por indivíduos portadores do HIV, podendo ocorrer em decorrência do uso de medicamentos. A diminuição do fluxo salivar contribui para o crescimento de fungos, em especial a Candida albicans e a Candida dubliniensis. Nesses casos devem ser tomadas as medidas para a manutenção da saúde bucal, como o uso de substitutos de saliva, redução na ingestão de carboidratos fermentáveis, higiene bucal intensa e uso de fluoretos.

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Caso queiram saber sobre as manifestações bucais e detalhes da AIDS pediátrica sugiro que façam a leitura do capítulo 14 do livro Odontopediatria: Prática de saúde baseada em evidências, do Imparato.

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Beijos!

Uma boa semana a todos.