Tia Roberta Odontopediatra » odontopediatria
9
dezembro
2015
Os benefícios da amamentação do ponto de vista odontológico

amamentação

O estímulo do aleitamento materno é fundamental e imprescindível do ponto vista odontológico, pois não somente afeta osfatores nutricionais e psicológicos, mas também estimula a respiração nasal e o desenvolvimento dos músculos faciais, proporcionando uma harmonia e amadurecimento bucal e tonicidade muscular. A articulação temporomandibular também é altamente desenvolvida. Problemas como respiração bucal, maloclusão (atresia dos maxilares), mordida cruzada, mordida aberta e apinhamento dentário são amenizados quando a amamentação ocorre corretamente, pois a mesma resulta em uma promoção de espaço adequado para a erupção dos dentes.

A criança ao nascer apresenta a mandíbula localizada distalmente em relação à maxila; com a amamentação natural, a mandíbula recebe um posicionamento em que fica anteriorizada, e alguns músculos do grupo mastigatório (temporal, que exerce a movimentação de retrusão, o pterigoideo lateral, que exerce a movimentação de propulsão, e o milo-hióideo, que exerce a função de deglutição) passam a iniciar a sua maturação e reposicionamento. A língua estimula o palato, inibindo uma ação acentuada dos músculos bucinadores, e o músculo orbicular dos lábios promove uma orientação de crescimento e desenvolvimento da região anterior. Como é possível notar, essa movimentação de rebaixamento, anteroposteriorização e elevação mandibular durante o aleitamento materno proporcionam um crescimento ósseo, induzindo a relação maxilo-mandibular a uma posição mesiocêntrica, o que favorece, mais uma vez, o posicionamento adequado dos rodetes gengivais, preparando-os para uma posição ideal no momento de erupção dos dentes decíduos; sendo assim, o ato de amamentar caracteriza-se, do ponto de vista ortodôntico, como uma verdadeira prática preventiva!

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Baseado em todos esses fatores citados acima, podemos dizer que a Odontopediatria trabalha a favor da AMAMENTAÇÃO! E na opinião da Tia Roberta a amamentação prolongada, conforme a recomendação do Ministério da Saúde (até 2 anos ou mais) é um ato extremamente saudável e de amor, e indico a todas as mamães que tiverem o desejo de fazê-lo, desde que claro, sigam as recomendações adequadas quanto à higiene bucal.

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Referências bibliográficas: Manual de Odontologia para BebêsLuiz Reynaldo de Figueiredo Walter.


26
novembro
2015
Férias MODE ON! :)

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A Tia Roberta está saindo de fériasssss! :) Retornaremos com as atividades (e o blog) a partir do dia 09/12!

Até daqui a alguns dias!

Bye-bye xXxXx


23
novembro
2015
O desenvolvimento emocional do bebê

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Oiê! Hoje fiquei com vontade de escrever um pouco sobre bebês. Confesso que sou apaixonada por atendimento de bebês, e se pudesse, ficaria o dia inteiro só com eles no consultório, observando e aprendendo as suas peculiaridades e fofurices. É importantíssimo que o Odontopediatra conheça não só o desenvolvimento bucal, mas também o psicológico de um bebê a fim de proporcionar um atendimento seguro e confortável, tanto para o seu pacientinho como para toda a família.

Nos primeiros 03 anos de vida, existe um vínculo bem forte e estreito entre mãe e filho. Essa proximidade deve ser respeitada e mantida, inclusive no atendimento odontológico. O desenvolvimento na primeira infância é marcado pelas fases pré-natal, oral e anal (as duas últimas foram estudadas e propostas por Freud):

Fase pré-natal:

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Acontece entre a concepção e o nascimento, sendo que o histórico da gestação é de extrema importância na moldagem da personalidade do bebê, já que a partir do quinto mês gestacional o feto possui respostas ligadas ao estado emocional da mãe, portanto, as emoções vividas pela mãe (boas e ruins) afetam diretamente o bem-estar e desenvolvimento emocional do bebê, podendo explicar portanto comportamentos intensos do mesmo durante a sua vida, inclusive no atendimento odontológico.

Fase oral:

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Ocorre entre o nascimento a aproximadamente 1 ano e meio. Nesse período, a boca é um centro de prazer para a criança, por meio dos atos de sugar, morder e mastigar. A criança explora o mundo colocando tudo na boca. É uma fase de desenvolvimento e funcionalidade do sistema estomatognático, devido ao próprio ato de alimentar-se também. No ato da amamentação, a criança estabelece um vínculo emocional muito forte com a mãe, por meio da sucção, devendo este ser incentivado pelos cirurgiões-dentistas, afinal ele possui um papel fundamental no crescimento e desenvolvimento do complexo craniofacial e sistema estomatognático. Após os 06 meses até aproximadamente 18 meses, o bebê desenvolve o ato mastigatório, o que coincide com a erupção dentária. A necessidade fisiológica de erupção começa a desaparecer a partir dos 09 a 12 meses, no entanto, a necessidade psicológica de sucção pode permanecer, principalmente em casos de sucção psicológica não satisfeita, onde a criança procura artifícios para o seu hábito, como a chupeta e os dedos. Situações como essa devem ser avaliadas individualmente, considerando o desenvolvimento emocional do bebê.

Fase anal:

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Esta fase ocorre a partir de 1 ano e meio até 03 anos de idade, onde inicia-se o controle dos esfíncteres. A fonte de prazer da criança passa a ser, fundamentalmente, a liberação de tensões por meio das funções eliminatórias relacionadas com o ânus. Nessa idade, a técnica de condicionamento do falar-mostrar-fazer já pode ser utilizada, pois a criança passa a ter uma certa autonomia e já possui a compreensão de explicações simples.

Com o final da fase anal, marca-se uma nova etapa na vida da criança, finalizando a sua primeira infância, ou seja, deixando de ser bebê. Espero que tenham gostado do post! Acho muito válido o conhecimento psicológico infantil na Odontopediatria, sempre agrega mais conhecimento para atendermos os nossos nenéns! :)

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Referência bibliográfica: Manual de Odontologia para Bebês – Luiz Reynaldo de Figueiredo Walter, ed. Artes Médicas.